Governo de PortugalPrograma Nacional de Reformas

National Coalition
Eixos

Eixos

Os Principais Eixos de Acção

Para enfrentar os desafios e as metas identificadas, o programa Portugal INCoDe.2030 propõe-se levar a cabo um vasto conjunto de medidas que visam mobilizar várias áreas governamentais. Estas medidas devem ser articuladas com iniciativas do setor privado, do setor académico e da sociedade civil com objetivos similares. As medidas estão estruturadas em cinco eixos de ação.

Assegurar a generalização do acesso equitativo às tecnologias digitais a toda a população, para obtenção de informação, comunicação e interação.

Perante a crescente digitalização em todos os domínios da atualidade – da educação à indústria, do entretenimento à vida social, das cidades à agroindústria, da medicina ao ambiente – é imprescindível dotar toda a população das capacidades, competências, autonomia e meios para aceder e beneficiar de forma crítica das tecnologias digitais a fim de poder participar numa sociedade que funciona cada vez mais em rede.

Para o conseguir, é necessário conceber e implementar iniciativas e programas de inclusão digital que sejam suficientemente flexíveis para dar resposta a necessidades diferentes e capazes de ultrapassar vários obstáculos e limitações, nomeadamente de cidadãos que já estão fora dos percursos educativos formais e até da formação profissional, pessoas desempregadas, jovens em risco, migrantes e minorias, sénior ou com necessidades especiais.

Assim, para garantir contextos de equidade e de coesão social, que promovam um desenvolvimento equilibrado e sustentável e preparar devidamente a população para o futuro, é essencial sensibilizar a população para a importância das competências digitais e criar centros e dinâmicas onde as pessoas possam ter acesso a recursos, conteúdos e ações de formação e capacitação em conformidade com os principais referenciais para as competências digitais. Estes objetivos poderão ser atingidos através de comunidades em rede e do trabalho colaborativo sensível a contextos, populações e problemas, tendo em consideração desigualdades estruturais que ainda persistem, nomeadamente entre diferentes regiões de Portugal.

Educar as camadas mais jovens da população através do estímulo e reforço nos domínios da literacia digital e das competências digitais em todos os ciclos de ensino e de aprendizagem ao longo da vida.

A tecnologia digital está a mudar a forma como as pessoas pensam, trabalham, interagem e aprendem. Deste modo, a educação tem de apoiar os estudantes na sua aprendizagem, desenvolvendo competências em tecnologias digitais que vão para além da sua mera utilização.

Tal pressupõe o desenvolvimento de capacidades de raciocínio científico, de trabalho colaborativo e de projeto, e mesmo, em muitas circunstâncias, de conhecimentos de programação, promovendo dimensões e objetivos que estão identificados no Perfil de Competência do Aluno no final do Ensino Obrigatório.

Por isso, é fundamental dotar as novas gerações dessas capacidades, através de uma ação permanente e coordenada dos sistemas de educação e de formação profissional. Esta tarefa implica rever conteúdos programáticos e processos de ensino, desenvolver recursos didáticos e educativos digitais, assegurar a formação de docentes e de formadores e assegurar ações de formação ao longo da vida. Para que se atinjam estes objetivos é essencial integrar nos processos pedagógicos as competências e recursos digitais e assegurar a existência da adequada infraestrutura tecnológica.

Qualificar a população ativa dotando-a dos conhecimentos necessários à integração num mercado de trabalho que depende fortemente de competências digitais.

As necessidades de TIC no mercado de trabalho têm vindo a crescer de forma muito expressiva e, apesar das ainda elevadas taxas de desemprego, em particular do desemprego jovem, a resposta a essas necessidades não tem sido suficiente. O desencontro entre as necessidades do mercado de trabalho e a disponibilidade de profissionais qualificados obriga a intervir em diversas dimensões para que a oferta formativa em TIC seja reforçada, designadamente para dar resposta aos enormes desafios colocados pela digitalização progressiva de praticamente tudo o que nos rodeia, desde os serviços à indústria, agricultura, serviços de saúde, ambiente, entre outros.

Assim, no futuro imediato, a promoção da formação de técnicos intermédios, em áreas bem definidas e dirigidas a setores económicos específicos, é uma prioridade. Esses setores têm de ser envolvidos no processo, através da criação de redes, da oferta de estágios, da participação na definição de conteúdos e da criação de contextos de formação conjunta/colaborativa.

Simultaneamente, não devem ser descuradas as ações de reorientação profissional para áreas das competências digitais, tanto no que se refere a diplomados CTEM em áreas com maior desemprego, como no que diz respeito a docentes e formadores em áreas nas quais há um excesso de oferta.

Promover a especialização em tecnologias e aplicações digitais para aumentar a empregabilidade e a criação de valor acrescentado na economia.

Hoje a procura de profissionais com competências digitais é uma realidade em todos os setores de atividade na União Europeia, quer sejam saúde, agricultura, mar e pescas, indústria, energia, cidades, mobilidade e transportes, ambiente e gestão de recursos hídricos, segurança pública e defesa, construção civil, turismo e indústrias criativas, retalho e distribuição, banca e seguros, educação e formação, entre outros.

Neste contexto, é importante garantir o reforço das ofertas formativas em Programação e TIC em todos os níveis do ensino superior, desde os cursos de iniciação de curta duração (Cursos Técnicos Superiores Profissionais - TeSP) até aos cursos de 1º e 2º ciclo pós-Bolonha e de pós-graduação, privilegiando-se a cooperação entre as instituições de ensino superior, as unidades de investigação e as empresas no desenho e desenvolvimento dos conteúdos de aprendizagem, com reforço de metodologias pedagógicas ativas e que incluam a aprendizagem baseada em projetos, a formação em contexto de trabalho e os estágios.

Garantir as condições para a produção de novos conhecimentos e a participação ativa em redes e programas internacionais de I&D.

A resiliência da nossa sociedade e a competitividade da nossa economia necessitam de ser reforçadas, não só através da produção de novos conhecimentos, mas também da tradução desses conhecimentos em benefícios sociais e económicos para a sociedade, em particular nas áreas que envolvem competências digitais avançadas – tal como o manuseamento e análise de grandes quantidades de dados ("Big Data"), a biologia computacional e a bioinformática, a fotónica, a computação avançada e cognitiva e a aprendizagem automática, a cibersegurança e os sistemas ciberfísicos.

Devem ainda ser promovidas as condições de acesso generalizado à informação científica, a criação das condições laboratoriais de partilha com base numa rede de computação científica avançada, bem como o incentivo à colaboração internacional com instituições de investigação de referência, especialmente através da manutenção dos programas já concretizados com algumas universidades dos EUA e à sua extensão a outras universidades e a outros países.

 

SIGA-NOS

CONTACTOS

FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Av. D. Carlos I, 126
1249-074 Lisboa
Portugal

+351 213911554
+351 213917634