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1º supercomputador em Portugal vai ser instalado na Univ. do Minho
Atualização: Discurso do Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia durante a sessão de instalação do Centro de Computação Avançada do Minho (MACC)
A instalação do primeiro supercomputador em Portugal e a criação do Minho Advanced Computing Centre (MACC), foi formalizada no dia 25 de novembro, em Braga, através da assinatura de um memorando de entendimento entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Universidade do Texas em Austin (UTAustin) e a Universidade do Minho (UMinho).
A sessão contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, do Presidente da FCT, Paulo Ferrão, do Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Norte, Fernando Freire de Sousa, e do Reitor cessante e do reitor eleito da Universidade do Minho, António Cunha e Rui Vieira de Castro, respetivamente, bem como de investigadores, empresários e diversos representantes de instituições científicas e de empresas.
A nova infraestrutura, propriedade da FCT, será instalada no 1º trimestre de 2018 na Universidade do Minho, complementando os recursos já existentes nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro. A sua operação será totalmente integrada nas redes nacional, europeia e internacional em modos de acesso totalmente abertos, facilitando a adoção da Estratégia Nacional de Ciência Aberta. A gestão desta nova infraestrutura está a cargo de uma Comissão de peritos, incluindo utilizadores, com coordenação pelos serviços de computação avançada da FCT.
Esta nova infraestrutura de computação inclui vinte bastidores da plataforma de computação avançada STAMPEDE 1, cedidas à FCT pelo Texas Advanced Computing Centre (TACC) da UTAustin no âmbito da Parceria Internacional entre a Universidade do Texas em Austin e Portugal, permitindo desenvolver novas áreas de computação em Portugal, assim como aplicações diversas de âmbito cientifico e empresarial em áreas que abrangem o clima, a segurança marítima, o apoio às pescas, a monitoração de padrões de mobilidade nas cidades, o estimulo da biodiversidade, a gestão do risco nas florestas e aplicações na saúde, incluindo bioinformática.
Entre outras potenciais aplicações, esta infraestrutura de computação servirá o AIR Centre, recentemente criado pela “Declaração de Florianópolis”, assinada a 20 de junho por iniciativa de Portugal em estreita cooperação internacional. O MACC servirá de base ao estabelecimento da rede “AIR CENTRE DATA INTELLIGENCE NETWORK (AIR_DataNet)”, a desenvolver durante 2018 juntamente com o Texas Advanced Computing Centre (TACC) da UTAustin e o Barcelona Supercomputer Centre (BSC), entre outros parceiros internacionais envolvidos no AIR Centre, de modo a facilitar o desenvolvimento das ciências dos dados e aplicações à interação clima-oceanos.
Ainda neste âmbito, Portugal foi um dos países signatário da Declaração Europeia para o avanço da computação avançada, EuroHPC, em 23 de março de 2017 em Roma, através da qual se pretende estabelecer o enquadramento intergovernamental que permita desenvolver e operar a próxima geração da infraestrutura Europeia de computação avançada.
Esta nova infraestrutura enquadra-se no esforço nacional em curso no âmbito da Iniciativa Nacional de Competências Digitais e.2030 (INCoDe.2030) que, sob coordenação da FCT, inclui o estímulo a novas atividades de I&D nas áreas da computação científica, em ciências e tecnologias quânticas, inteligência artificial e media digital.
Fonte Imagem: Secretaria Geral da Economia