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Portugal no contexto europeu: metas a atingir

O programa INCoDe.2030 está enquadrado no contexto internacional e visa melhorar o posicionamento e a competitividade de Portugal, de modo a garantir um lugar de destaque em competências digitais no período 2017-2030, através de um conjunto de ações e iniciativas, nomeadamente uma maior participação em redes científicas e tecnológicas internacionais, em especial na Europa e na América do Norte, mas também nos países de língua portuguesa e nas nações mediterrânicas do Norte de África. Portugal deve ter uma presença e voz mais fortes nas principais esferas internacionais associadas à mudança para uma sociedade e economia digitais, em particular a UE, a OCDE e as Nações Unidas, com o intuito de conseguir uma maior visibilidade, de contribuir para abrir novos mercados e atrair talentos para Portugal.

O posicionamento atual de Portugal na Europa, os desafios a assumir, a quantificação das medidas tomadas e os resultados conseguidos ao longo do tempo, consequentes do presente programa, podem ser compreendidos através de um conjunto de indicadores divididos em 5 categorias: acesso, potencial humano, utilização, investimento, formação e certificação.

ACESSO

Procura avaliar a situação das infraestruturas de acesso à Internet. Muito embora a simples existência de condições de acesso não signifique a sua eficaz utilização, este programa é orientado para o estímulo ao desenvolvimento de competências digitais.

% de habitações com acesso à Internet
Valor relativamente baixo quando comparado com os restantes países. No entanto, a evolução tem sido significativa.
2020 2025 2030
80% 90% ≈100%
% de Indivíduos que nunca utilizaram a Internet
Este indicador é particularmente negativo para Portugal, não obstante a considerável evolução.
É dos indicadores a merecer maior atenção e esforço.
2020 2025 2030
20% 10% 5%
% de Indivíduos que utilizam frequentemente a Internet
Portugal apresenta já valores razoáveis, mas bastante abaixo dos países mais desenvolvidos.
2020 2025 2030
70% 80% 90%
N.º de PME do comércio e serviços com presença online
60% das empresas portuguesas não têm presença na Internet. Esta realidade é ainda mais acentuada no caso das micro
e pequenas empresas, que predominam no sector do comércio e serviços.
2020 2025 2030
.+50.000 - -

 

POTENCIAL HUMANO

Avaliação das competências digitais da população, quer globalmente quer no impacto na empregabilidade. Aqui são ainda tidos em conta indicadores indiretos e relevantes para o programa, como o número de diplomados CTEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), a nível superior, e o número de doutoramentos realizados.

% de Indivíduos com competências digitais básicas ou mais do que básicas
Portugal posiciona-se atualmente acima da Irlanda, mas a comparação pode estar afetada por dificuldades de confrontação dos níveis de ensino. Espanha está bastante melhor, mas a diferença para a Finlândia é ainda significativa.
2020 2025 2030
55% 65% 80%
% de especialistas TIC no emprego
Apenas a comparação com a Espanha não é muito desfavorável.
2020 2025 2030
3% 5% 8%
Diplomados do Ensino Superior em CTEM por mil habitantes (20-29 anos)
A situação portuguesa é boa, comparado com os países mais desenvolvidos. Contudo, deve-se ainda procurar aumentar este indicador
2020 2025 2030
22 23 25

UTILIZAÇÃO

Caracterização do modo como a população Portuguesa usa, na sua vida pessoal e no trabalho, as facilidades digitais.

% de empregados que utilizam computadores com ligação à Internet no trabalho
A situação portuguesa é significativamente pior do que a dos países com os quais se compara, e o progresso tem sido muito lento.
2020 2025 2030
40% 60% 80%
% de PME com Elevado Nível de Intensidade Digital
Portugal situa-se significativamente abaixo de quase todos os outros países.
2020 2025 2030
20% 30% 40%
% de Indivíduos que utilizaram a Internet para acesso à banca eletrónica (últimos 3 meses)
Apesar do progresso, Portugal está ainda mal posicionado, com quase três vezes menos do que a Finlândia e muito abaixo de países como a Irlanda ou a República Checa.
2020 2025 2030
40% 60% 90%
% de indivíduos que utilizaram a Internet para serviços públicos online (últimos 12 meses)
Apenas a Estónia e a Finlândia estão bastante melhor do que Portugal. Contudo, faz sentido um esforço adicional para reforçar a situação de liderança europeia.
2020 2025 2030
60% 75% 90%

INVESTIMENTO

Na categoria investimento analisa-se a despesa total e a despesa das empresas em I&D, tão relevantes para os eixos 4 e 5 do programa. Embora sejam indicadores de contexto, são determinantes para caracterizar o panorama geral da qualificação.

% Despesa total I&D em função do PIB (GERD) intramuros
A diminuição recente deste indicador é preocupante e é essencial retomar o ritmo de crescimento que se vinha a verificar anteriormente
2020 2025 2030
1.6% 0,02 2.6%
Despesas das empresas em I&D em função do PIB (BERD)
Também este indicador revela um retrocesso nos últimos anos que requer um grande esforço de recuperação.
2020 2025 2030
0,01 1.5% 0,02 

FORMAÇÃO E CERTIFICAÇÃO

É considerado um conjunto de cinco indicadores de natureza um pouco diferente porque, embora ligados ao potencial humano, não medem o estado presente das qualificações, mas sim a eficácia das medidas tomadas para a sua melhoria em diversas vertentes das competências digitais.

N.º de formandos em situação de desemprego, com muito baixas qualificações, abrangidos em ações de formação em Competências Básicas, incluindo as competências digitais.
Oferta formativa específica, destinada ao aumento dos níveis de literacia digital, associada a processos de combate à infoexclusão, dirigida a ativos empregados e/ou desempregados.
2020 2025 2030
10.000 - -
N.º de formandos em situação de desemprego, com muito baixas qualificações, abrangidos em ações de formação em Competências Básicas, incluindo as competências digitais.
2020 2025 2030
30.000 - -
N.º de formandos abrangidos por ações de formação de Vida Ativa – QUALIFICA +, em percursos que obrigatoriamente incluem formação em TIC e são definidos com o contributo de entidades empregadoras de cada região
Reconversão profissional de cidadãos com muito baixas qualificações e em situação de desemprego, integrando o domínio das TIC.
2020 2025 2030
50.000 - -
N.º de formandos abrangidos por ações de formação de Cursos de Aprendizagem, de Especialização Tecnológica (CET) de Educação e Formação de Adultos (EFA) e de Formação Modular, de nível 4 (qualificações de nível intermédio), em domínios específicos das TIC.
Formação e reconversão profissional de quadros com formação intermédia, em situação de desemprego ou empregados
2020 2025 2030
40.000 - -
N.º de formandos abrangidos por projetos de formação de reconversão profissional, nomeadamente os implementados através de acordos de cooperação com instituições de ensino superior, com competências na área das TIC, para implementação de percursos formativos de elevado valor para o mercado de emprego, definidos em colaboração com as entidades empregadoras da região.
Reconversão profissional de quadros com formação superior em áreas de baixa empregabilidade e em situação de desemprego 
2020 2025 2030
15.000 - -
N.º de formandos abrangidos por acordos de cooperação para implementação de percursos de formação específica certificada, na área das TIC, com instalação de academias e dos devidos instrumentos de certificação da indústria.
Certificação de quadros superiores e intermédios, no domínio das competências em TIC, com reconhecimento pela indústria e mercado de emprego em geral
2020 2025 2030
5000 - -
N.º de formadores abrangidos por ações de formação contínua, específicas em áreas TIC, incluindo a formação a distância.
Competências pedagógicas de formadores, em TIC, tendo em vista o reforço das suas competências digitais e a mobilização dos recursos digitais ao serviço de atividades pedagógicas
2020 2025 2030
2000 - -
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