Capacitar profissionalmente a população ativa dotando-a dos conhecimentos necessários à integração num mercado de trabalho que depende fortemente de competências digitais.

As necessidades de TIC no mercado de trabalho têm vindo a crescer de forma muito expressiva e, apesar das ainda elevadas taxas de desemprego, em particular do desemprego jovem, a resposta a essas necessidades não tem sido suficiente. O desencontro entre as necessidades do mercado de trabalho e a disponibilidade de profissionais qualificados obriga a intervir em diversas dimensões para que a oferta formativa em TIC seja reforçada, em especial, por forma a responder aos exigentes desafios de digitalização progressiva da atividade empresarial e da indústria (i.e., “Indústria 4.0”).

Assim sendo, no futuro imediato, a promoção da formação de técnicos intermédios, em áreas bem definidas e dirigidas a setores económicos específicos, é uma prioridade. Esses setores têm de ser envolvidos no processo, através da criação de uma rede de academias e laboratórios digitais, da oferta generalizada de estágios e da criação de contextos de formação conjunta/colaborativa.

Simultaneamente, não devem ser descuradas as ações de reorientação profissional para áreas das competências digitais. É necessária a preparação intensiva de docentes e de formadores para as áreas TIC e de formação avançada, conducente a grau ou não, para os setores económicos, mas também para as áreas culturais e para a Administração Pública em geral.