Garantir as condições para a produção de novos conhecimentos e a participação ativa em redes e programas internacionais de I&D.

A iniciativa de projetar o desenvolvimento de competências digitais até 2030 visa contribuir para o avanço das ciências e tecnologias digitais. A resiliência da nossa sociedade e a competitividade da nossa economia requerem o reforçar de um ciclo virtuoso, que exige não só um forte envolvimento da sociedade na produção de novos conhecimentos, mas também a tradução desses conhecimentos em benefícios societais e económicos.

Assim, Portugal deve reforçar a sua participação na produção científica em todas as áreas do conhecimento, mas muito especialmente em áreas que envolvam competências digitais avançadas – tal como o manuseamento e valorização de grandes quantidades de dados (big data), a biologia computacional e a bioinformática, a fotónica, a computação avançada em geral, a computação cognitiva e a aprendizagem automática, a cibersegurança e os sistemas ciberfísicos. Neste contexto, é importante incentivar a atividade científica em quatro grandes domínios de natureza estruturante:

Advanced Cyberinfrastructure (ACI) - incluindo todas as áreas de computação científica avançada.

Computing and Communication Foundations (CCF) - inclui quantum computing, entre outras areas de I&D.

Computer and Network Systems (CNS) - inclui grandes quantidades de dados (big data), cloud computing, e IoT, entre outras.

Information and Intelligent Systems (IIS) – inclui a área de inteligência artificial, assim como de human-centered computing em relação com media digital.

Neste contexto, deve ser claro que a promoção de novas competências nestas áreas pode e deve facilitar o conhecimento de fenómenos sociais e culturais, entre outros, mobilizando o tratamento de dados de uma forma eficaz em todas as áreas do conhecimento, da saúde, à cultura e ao estudo de processos sociais.

Devem ainda ser promovidas as condições de acesso generalizado à informação científica, a criação das condições laboratoriais de partilha de uma rede de computação científica avançada, bem como o incentivo à colaboração internacional, especialmente através da manutenção dos programas levados a cabo com algumas universidades dos EUA e à sua extensão a outras universidades e a outros países.