Promover a especialização em tecnologias digitais e aplicações para a qualificação do emprego e a criação de maior valor acrescentado na economia.

Muito embora a procura de profissionais com competências digitais seja uma realidade em todos os setores de atividade, hoje em dia, na União Europeia, mais de metade destes já estão a trabalhar em setores com uso intensivo das TIC.

Para além disso, estão a emergir novos mercados e produtos em áreas até há pouco, aparentemente, longe destas competências. Tal verifica-se na saúde, agricultura, mar e pescas, indústria, energia, cidades, mobilidade e transportes, ambiente e gestão de recursos hídricos, segurança pública e defesa, construção civil, turismo e indústrias criativas, retalho e distribuição, banca e seguros, educação e formação, etc.

Neste contexto, é importante garantir o reforço das ofertas formativas de iniciação superior (TESP’s), de 1º ciclo, de 2º ciclo, e de pós-graduação, nas áreas prioritárias deste programa, privilegiando-se a cooperação entre as Instituições de Ensino Superior, as unidades de investigação e as empresas no seu desenvolvimento e lecionação, com reforço de metodologias pedagógicas ativas e que incluam formação em contexto de trabalho.

É ainda relevante lançar uma rede de laboratórios digitais de inovação e assegurar que a formação especializada será uma prioridade nacional, reforçando a formação atual ao nível de TESP’s, licenciatura e mestrado, através de mestrados e pós-graduações profissionais, intensificando programas de formação avançada ao longo da vida ativa, e estimulando a especialização em setores estruturantes e diferenciadores para Portugal.